Blog do Prof.João Baiano

EDUCAÇÃO PARA VIDA!

terça-feira, 23 de novembro de 2010

ESTUDANTE PAULISTA DISCRIMINA NORDESTINOS NO TWITTER E É DEMITIDA !


TRF 5ª Região proíbe cobrança pelo fornecimento de diploma Luiziane Lins, Prefeita de Fortaleza, dando uma de “Papagaio de Pirata” no Discurso da Vitória de Dilma. →Mayara Petruso, estudante de direito, processada pela OAB/PE por racismo contra os nordestinos

Publicado em 3 novembro, 2010 por Luiz Arthur





Recebi por E-mail a notícia de que a estudante de direito Mayara Petruso postou na internet mensagens de racismo contra os nordestinos por culpá-los pela vitória da Dilma na disputa preesidencial. Abaixo seguem as mensagens e a notícia publicana no site CONJUR. Essa estudante deve ser punida exemplarmente pela justiça, pois se trata de pessoa esclarecida o que agrava ainda mais a ofensa.







OAB-PE processa aluna de Direito por racismo

A OAB de Pernambuco entrou com ação contra uma jovem paulista acusada de publicar mensagens racistas no Twitter e no Facebook. Segundo a OAB-PE, a estudante de direito fez uma série de ataques contra os nordestinos no domingo (31/10), após a eleição da presidente Dilma Rousseff (PT). A informação é do portal da revista Exame.



Depois de atribuir a vitória da petista à votação obtida pela candidata nos estados do Nordeste, ela publicou em sua conta mensagens como “Nordestisto (sic) não é gente. Faça um favor a SP, mate um nordestino afogado!”.



Após o anúncio do resultado das eleições, uma série de mensagens preconceituosas e difamatórias contra nordestinos foram publicadas no microblog. O site “Xenofobia Não” capturou e republicou algumas delas. O assunto apareceu entre os Trending Topics do Twitter na noite de domingo.



A estudante deverá responder por crime de racismo e incitação pública de prática de crime, com penas previstas de dois a cinco anos e de três a seis meses ou multa. A jovem excluiu suas contas no Twitter e no Facebook, redes sociais em que ela publicou os ataques.



Questão de ética

Nesta quarta-feira (3/11), o escritório de advocacia Peixoto e Cury Advogados alegou que já havia demitido Mayara Petruso antes do episódio preconceituoso no Twitter. Petruso trabalhava como estagiária no escritório e seu nome passou a ganhar notoriedade nas redes sociais (em alguns casos associado ao escritório) por ter postado mensagens discriminando nordestinos no Twitter. “Nordestisto [sic] não é gente. Faça um favor a SP: mate um nordestino afogado”, tuitou, após a vitória de Dilma Roussef nas eleições presidenciais.



O escritório de advocacia informou em nota que “Mayara Petruso foi sua estagiária, porém, não faz mais parte dos quadros do escritório”. A empresa afirma só ter descoberto o ocorrido pela mídia e nega que a demissão tenha sido causada pelo episódio no Twitter. Sem revelar datas ou especificar motivos, “por uma questão de ética”, a assessoria de comunicação do escritório confirmou ao portal UOL mais de uma vez que Mayara foi demitida antes do episódio que ganhou repercussão na web.



Ainda que a estudante tenha removido o perfil da rede social, vários usuários deram prints nas mensagens e postaram em sites como o xenofobianao. Outra informação provavelmente retirada de seus perfis em redes sociais foi o local onde ela trabalhava: o escritório de advocacia. Confira abaixo o comunicado da empresa na íntegra (a informação sobre as datas foi passada ao portal UOL por telefone):



“O Peixoto e Cury Advogados confirma que a estudante de Direito, Mayara Petruso foi sua estagiária, porém, não faz mais parte dos quadros do escritório. Com muito pesar e indignação, lamenta a infeliz opinião pessoal emitida, em rede social, pela mesma, da qual apenas tomou conhecimento pela mídia e que veemente é contrário, deixando, assim, ao crivo das autoridades competentes as providências cabíveis.”



Segue o post publicado no blog www.revistaforum.com, bem esclarecedor:



A estudante de Direito Mayara Petruso atendendo ao chamado da campanha tucana que transformou a campanha numa guerra entre gente limpinha e a massa fedida, principalmente a que reside no Nordeste e vive do Bolsa Família, escreveu as mensagens reproduzidas acima na noite de domingo, logo após o anúncio da vitória de Dilma Roussef.



A estudante é uma típica paulistana de classe média alta. Um tipo que não gosta de estudar, adora consumir e que considera nordestino um ser inferior. Nada mais comum em almoços de domingo nos ambientes dessa elite branca paulistana do que ouvir gente falando coisas semelhantes ao que escreveu Mayara Petruso na sua conta no twitter. Na cabeça da menina, ela não deve ter falado nada demais. Afinal, é isso que deve ouvir desde criança entre familiares e amigos.

 

Mas há outras comunidades que revelam mais profundamente a alma da “artista” que escreveu o post mais famoso do pós-campanha. Um post que levou o debate sobre a questão do preconceito ao Nordeste ao TT mundial no twitter.



A elas: “Perfume Hugo Boss, Eu acho sexy homens de terno, Rede Globo, CQC, MTV, Magoar te dá Tesão? e FMU Oficial”.



Não vou comentar suas comunidades “Eu acho sexy homens de terno” e nem “Magoar te dá tesão?” por considerar tais opções muito particulares. Mas em relação ao fato da moça estudar na FMU, a Faculdade Metropolitanas Unidas, queria fazer algumas considerações. Nada contra a instituição ou aos que nela estudam, mas pela situação social da garota, ela deve ter estudado em escola particular a vida inteira e se fosse um pouco mais esforçada teria entrado numa faculdade onde a relação candidato/vaga é um pouco mais dura.



Ou seja, como boa parte dessa classe média alta paulistana, Mayara é arrogante, mas não se garante. Muita garota da periferia, sem as mesmas condições econômicas que ela deve ter conseguido vôos mais altos, deve já ter obtido mais conquistas do que a de poder consumir o que bem entende por conta da boa situação financeira da família.



Ontem, Mayara pediu desculpas pelo “erro”. Disse que afinal de contas “errar é humano” e que “era algo pra atingir outro foco” e que “não tem problema com essas pessoas”. Não desceu do salto alto nem pra se penitenciar. Preferiu fazer de conta que era uma coisa menor, ao invés de pedir perdão, afirmar que era um erro injustificável e que entendia toda a revolta que seu post produzira.





“MINHAS SINCERAS DESCULPAS AO POST COLOCADO NO AR, O QUE ERA ALGO PRA ATINGIR OUTRO FOCO, ACABOU SAINDO FORA DE CONTROLE. NÃO TENHO PROBLEMAS COM ESSAS PESSOAS, PELO CONTRARIO, ERRAR É HUMANO, DESCULPA MAIS UMA VEZ.”



Ela foi criada para isso. Para dispensar esse tipo de tratamento a nordestinos e pobres e por isso a dificuldade de ser mais humilde. É difícil para esse grupo social entender que preconceito é crime por ensejar um tipo de xenofobia que coloca quem o pratica no mesmo patamar de um tipo como Hitler. Ela odeia nordestinos. Ele odiava judeus. A diferença é que ela não pode afogar de fato aqueles que vivem na parte de cima do mapa. Já o alemão pôde fazer o que bem entendia com aqueles que julgava ser um estorvo na sociedade que governava.



Mas Mayara é o produto de um tipo de discurso. Ela não merece ser responsabilizada sozinha por isso. Talvez seja o caso de alguma entidade vinculada à cultura nordestina mover um processo contra a estudante. Menos pra tirar dinheiro ou coisa do gênero, mais para utilizar o caso como exemplo. E fazer com que ela atue em espaços vinculados à cultura da região para aprender a ter mais respeito com a história e com o povo dessa parte do Brasil.



Os verdadeiros culpados são outros. São aqueles que com seus discursos preconceituosos têm alimentado esse separatismo brasileiro. E em boa medida isso se dá pela nossa “linda e bela” mídia comercial e mesmo pela manifestação de um certo setor da política que sempre que pode busca justificar a vitória da aliança liderada pelo PT como produto do “dinheiro dado a essa gente ignara e preguiçosa que vive no Nordeste a partir do Bolsa Família”. Ou Bolsa 171, nas palavras de Mayara.



Mas esse comportamente também é produto de um tipo de preconceito velhaco que nunca foi combatido de forma educativa e que é alimentado diariamente nos ambientes familiares dessa elite branca. Cláudio Lembo sabia do que estava falando quando usou essa expressão. Ou começamos a discutir esse preconceito com seriedade, tentando combatê-lo com leis claras, educação e cultura ou corremos o risco de mesmo avançando em aspectos econômicos, retroceder do ponto de vista de outras conquistas democráticas.



Afinal, ainda há quem ache que pregar a morte daqueles que pensam diferente é apenas um problema de foco.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Vem aí dia 26 nesta sexta feira! ( 5 reais apenas)

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

PROF.JOÃO BAIANO É ENTREVISTADO PELO PróUMES!


                                                    Professor João com a juventude estudantil









                                                    Professor João em encontro da UJS




                                Professor João Baino em encontro estadual com líderes de juventude






Certamente ninguém duvida da capacidade da juventude realizar mudanças.






Mas, também muitos se perguntam: por que os jovens estão apáticos, sem ação? Sobre esta e outras questões relacionadas com o futuro dos jovens, estudantes do próUMES conversaram com o Professor João Baiano.




Professor João Baiano, é coordenador da Central da Juventude Coroataense (CEJUC).






PróUMES: Um tema muito solicitado para nós é sobre a juventude e o futuro. Um dos seus artigos no blog Coroatá Jornalismo fala disso: “O futuro tem nome: juventude”.








Professor João Baiano: A juventude é de fundamental importância para qualquer país, para qualquer organização. Não que a juventude tenha grandes experiências, mas a juventude é o grupo que renova, que questiona; é a juventude que capta as mudanças com mais facilidade.


Estas mudanças que estão acontecendo na cultura, na sociedade. Qualquer país que não invista na juventude, não tem futuro. E o grande problema que eu vejo, no Brasil,no Maranhão ,em Coroatá, na América Latina, por exemplo, é que não se investe na educação da juventude. Não há futuro se também não investir na juventude. Então, para dar resposta a novos tempos, novas épocas, a juventude é futuro.

Eu vejo, hoje em dia, uma juventude muito sofrida, mais do que em qualquer outra época. As famílias estão cada vez mais complicadas. Eu vejo nas periferias de Coroatá a juventude com muitas cicatrizes emocionais, uma juventude muito controlada pela mídia,sendo que os programas locais são cheios de futilidades. Toda a questão da sociedade de consumo, uma juventude diferente do que outras épocas. Por exemplo, tivemos nos anos 60 uma juventude revolucionária, uma juventude com vontade de construir uma sociedade nova, lutando por justiça, pelos oprimidos.


Nos anos 80, a mesma coisa: uma juventude com uma consciência social. Hoje em dia você tem uma juventude mais voltada para os seus problemas pessoais. Em parte, por causa da mudança social, cultural. Mas, ao mesmo tempo, a juventude tem uma característica que a diferencia dos adultos, por exemplo, a juventude muda com muita facilidade. Então, com uma boa metodologia você consegue penetrar a casca do individualismo que está tão forte hoje em dia, e despertar a chama de idealismo que está dentro de todo o jovem.





PróUMES: O jovem de hoje não fica esperando o futuro em vez de criá-lo e construí-lo?




Professor João Baiano: Essa é uma grande diferença de gerações anteriores. Se tem uma juventude freqüentemente que não tem sonhos, que vive muito o presente, quer ter sensações fortes, onde o importante são os sentimentos. Não toda a juventude.


Mesmo hoje em dia nos movimentos sociais o setor jovem é muito forte. Mas quando o jovem olha para a frente, a questão do emprego, de segurança, de ter uma vida digna, não é fácil. Por isso, eu vejo que a grande questão é a esperança. Se você não tem esperança, você se entrega, paralisa. E o desafio nosso é devolver aos jovens a esperança, ajudá-los a sonhar de novo.




Agora, o jovem aprende a sonhar, a ter esperança, a ser uma força de transformação, de renovação, na medida em que ele vai se engajando em grupos.





PróUMES:Na sua opinião esses problemas e buscas de saída, são problemas de Terceiro Mundo, ou acontecem em outros países desenvolvidos?




Professor João Baiano: Com a globalização há muita coisa em comum: as características da juventude são muito parecidas, nesta questão do presente, das sensações, de absolutizar o prazer como bem maior, toda a questão de viver no presente, é uma questão universal, uma mudança universal.




Está muito mais acentuada aqui na América Latina, porque as contradições sociais são muito fortes. É muito mais difícil você sonhar num país de Terceiro Mundo, quando você não consegue emprego, um salário digno. Mas as coisas estão mudando.





A juventude começa a acordar de novo. Você vê, por exemplo, nas últimas reuniões do Banco Mundial, protestos contra o projeto neoliberal que coloca o mercado no centro, não a pessoa humana, e onde se condenam países inteiros à morte. Um fato novo, agora, através da Internet, todas as organizações se articulam e têm um impacto forte em nível mundial. Então, há mudança. Havia muito mais pessimismo no passado




Há um autor chamado Schumacker que escreveu um livro muito conhecido, “Small is beatiful” (“Pequeno é Bonito”), e ele diz: “se na sociedade de hoje nós estamos passando por um momento de voltar para o privado, egoísmo, isto é uma coisa que vai mudando.





Depois nós vamos mudar culturalmente, os ventos vão mudando para projetos mais coletivos, sociais e nós temos que estar sempre com as velas levantadas para que, quando os ventos mudem, a gente logo saiba”. E eu acho que essas velas já começaram a levantar, os ventos já começaram a mudar.






PróUMES: E o futuro dos jovens em relação ao trabalho e à educação? Se fala numa sociedade sem trabalho, sem muitas perspectivas em termos de empregabilidade?







Professor João Baiano: Eu acho que a humanidade não vai aceitar isso, um projeto onde o trabalho não faz parte da dignidade da pessoa humana. É impossível, inviável uma sociedade sem o trabalho. Há um livro com o título “A armadilha da Globalização”.





Ele fala que numa reunião de dirigentes de multinacionais nos anos 80 chegaram à conclusão de que seriam necessários somente 20% da atual força de trabalho para tocar a economia. Quer dizer que 80% ficam sobrando. O ser humano não aceita isso. Isso vai mudar. Isso tem que mudar.





O espírito de liberdade do ser humano não permite que se imponha assim um projeto ao ser humano. Como em outras épocas o ser humano mudou coisas; a história da conquista dos direitos humanos, dos direitos da mulher, da democracia.




Quem iria pensar que a Rússia, que tinha um sistema baseado na força, que não conseguiam integrar a liberdade, fosse mudar. Um projeto social bom, mas sem a liberdade. Chega um momento em que você não consegue segurar com a força. O espírito humano é mais forte.



Boa parte do futuro está na educação. Não há projeto social, político, econômico, num país sem investimento em educação. No Brasil uma das causas do desemprego é a baixa escolaridade, a falta de capacitação técnica.



O nível das escolas públicas é tão baixo, por exemplo, que a pessoa não consegue preparar-se o suficiente. A educação é a base. Você dá uma educação com qualidade para a juventude e a juventude levanta o país. Uma educação que devolva a esperança aos jovens, que traga maior qualidade de vida e que dê respostas ao sentido mais profundo do ser humano.





PróUMES: Então você tem esperança na juventude?





Professor João Baiano: Eu tenho esperança na juventude porque eu trabalho com a juventude e vejo como a juventude que, num primeiro momento, está muito voltada para os seus interesses, que não está interessada no projeto do voluntariado, do serviço aos outros, de construir uma sociedade melhor, mas, num segundo momento, quando você oferece a essa juventude condições de sair do seu mundo limitado. E eu vejo muita esperança nas organizações que trabalham com a juventude, que estão despertando a juventude.



O segredo é como chegar, a metodologia. Você não pode estar com a cabeça de dez anos atrás. Não dá para chegar com discursos.




Você tem que acolher. São vários elementos: a cultura pós-moderna, a questão pessoal, espaço para encontrar-se consigo mesmo, relações humanas, não ficar só no intelectual; você tem uma juventude que valoriza muito o simbolismo, o emotivo, a expressão corporal. Com a juventude tem que usar uma metodologia, uma estratégia que inclui muito a questão de projetos concretos, viáveis, que dão resultado, para criar uma motivação para o seu processo de crescimento.



Uma das coisas que me assusta muito é a fuga dos adultos. Eu trabalho com juventude e eu nunca vi uma crise tão profunda em que os adultos não querem trabalhar com os jovens. E isso preocupa porque a juventude necessita da presença de adultos, pessoas que tenham uma experiência maior de vida, que vão servir de modelos, pessoas que podem oferecer acolhida, carinho, que o jovem não encontra em outros espaços na sociedade.


Porque os jovens não vão ficar eternamente jovens. Um dia, serão adultos. Eu vejo a importância da CEJUC(Central da juventude coroataense) que trabalha um espaço para os jovens, os grupos em que eles controlam a sua própria organização, que trabalha em cima de princípios, como o protagonismo dos jovens. Não trata o jovem como criança, como irresponsável.


Coloca ele no comando, de protagonista do seu próprio processo de educação e do crescimento grupal. Os jovens necessitam de modelos. Os meios de comunicação, por outro lado, apresentam ídolos, para vender coisas.




A CEJUC promove a cidadania!




Uma das organizações que mais tem jovens hoje em Coroatá é a CEJUC. Há toda uma rede de grupos, que vai a partir de uma comunidade de base, área pastoral, movimentos de bairro, movimento estudantil, toda uma organização, uma corrente, uma visão de mundo engajado, que quer um mundo novo. E, paralelamente eu vejo, na sociedade, que as coisas estão mudando. Se fala muito da questão do neoliberalismo, mercado em tudo, da pós-modernidade, da juventude que não quer nada. Mas isso está mudando.

Eu vejo aqui no Brasil, por exemplo, o engajamento dos jovens nas últimas eleições, a votação nas últimas eleições, uma rejeição muito forte de lideranças corruptas, toda a questão da ética. Eu vejo no meio disto uma forte consciência da juventude, tanto em nível de militância, como no momento de votar, insistindo na questão ética da sociedade, a questão da honestidade, da transparência, dizendo um basta à impunidade.



A CEJUC, realizará em dezembro, a Semana da Cidadania. Trata-se de um projeto onde se organizam atividades concretas de promoção da cidadania, como: campanha de documentação (identidade, carteira de trabalho), manifestações reivindicando políticas públicas para a juventude no município de Coroatá.



Neste ano (2010), com o lema “Vida que te quero viva”, a Semana da Cidadania quer refletir e propôr ações em defesa da saúde, garantindo a continuidade do debate sobre as drogas, desencadeado pela CEJUC.





PróUMES:O pró-UMES AGRADECE!









Professor João Baiano:Eu é que agradeço e contem comigo!

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

LUTO!





Faleceu na última sexta-feira (12.11) na cidade de Teresina - PI, o jovem Rafael Dantas (foto). Jovem universitário de pouco mais de vinte (20) anos de idade, cursava o último período de Fisioterapia e se formaria ainda esse ano. Rafael estava hospitalizado em uma UTI há alguns dias em Teresina. O corpo foi trasladado e enterrado no fim de semana em Coroatá-MA, cidade de sua família. O mesmo foi aluno do Colégio Diocesano de Coroatá, estudou com Damiana Baiano, filha da diretora da dita escola. Os amigos, a diretora do Colégio Diocesano Maria Baiano e todos os professores desejam muita força para toda família enlutada!
(colaboração de Saddan Nunes)

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

AIDS: A ESPERANÇA DA CURA!


Descobertas animadoras na batalha contra o HIV provocam inédito otimismo entre médicos e cientistas

Desde que o vírus HIV se tornou uma epidemia mundial, na década de 80, cientistas de todo o mundo buscam a cura. A AIDS, doença provocada pelo vírus, fez mais de 25 milhões de vítimas desde que foi indentificada. Atualmente, estima-se que 33 milhões de pessoas estejam infectadas com o HIV - cerca de 600 mil são brasileiros. Mas há indícios de que a cura se aproxima: pesquisas mostram que existem maneiras de matar o vírus, como provaram cientistas da Universidade Hebraica de jerusalém. Eles inocularam uma proteína em células humanas infectadas pelo HIV, que fez com que o parasita se autodestruísse.
"Constatamos que as células morrem antes do vírus concluir seu ciclo de vida, ou seja, não se formam novos vírus no organismo", explica o cientista Aviad Levin, um dos autores da pesquisa. Apesar de estar esperançoso, Levin sabe que o caminho até a cura ficar disponível para a população é longo. "O tratamento ainda está em processo de estudo e o caminho pode demorar anos", completa o pesquisador. Os testes foram feitos com HIV do tipo 1, o mais comum é o tipo2, que tem 15 casos confirmados no Brasil.
Nos Estados Unidos, cientistas da Loyola University Health System encontraram uma protéina chamada TRIM5a, que também destrói o vírus em processo parecido com o descoberto em Jerusalém. Os testes foram feitos em macacos. "O problema de manipular material genético é que nem sempre os resultados esperados são alcançados. Os conhecimentos sobre o temam são muito rudimentares", diz Max Igor Lopes, infectologista do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.
A esperança não precisa deixar de existir, mas também não pode atrapalhar a vida de quem espera pela cura, como é o caso da artista plástica Valéria Lewis, de 45 anos,há 24 anos portadora do vírus HIV. "Eu acredito que essas notícias que aparecem são só boatos. Eu nutro esperança, acho até que a cura já exista, mas acho que a AIDS dá mais dinheiro do que a cura dela. Então eu me cuido, não posso ficar esperando uma coisa que a gente não sabe quando virá,"diz Valéria, que faz uso do coquetel contra a doença desde que ele foi lançado em 1996.
"Foi minha tábua de salvação. O coquetel apareceu em um momento em que estava muito debilitada. Sem ele, não sei se teria chegado até aqui", afirma.
"Quem tem HIV hoje em dia conta com uma ampla gama de tratamentos. Existem mais de 20 remédios disponíveis para controlar a multiplicação do vírus no organismo. O problema atualmente não é com as pessoas doentes, mas a disseminação da doença: pessoas que não sabem que estão infectadas e vão retransmitindo", diz Lopes. Para o médico, tão importante quanto se chegar à cura é traçar estratégias para evitar que mais pessoas se contaminem.

Quanto ao jovem alemão portador do vírus que teve leucemia e se curou da AIDS durante o tratamento com receptação de medula óssea, o infectologista alerta: "Era um caso muito especial. Além de o transplante ter funcionado, já que o índice de mortalidade entre os receptores é de 40 a 70% ele tem uma característica que é ausência de uma protéina que dificulta a fixação do vírus no organismo."
Os citentistas continuam procurando e a sociedade deve continuar se prevenindo.


VÍRUS: No mundo, 33 milhões de pessoas estão infectadas pelo HIV


                                                                                                                       





quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Rebeliões terminam com 18 mortos no Maranhão











SÃO LUÍS - Terminaram com 18 presos mortos as duas rebeliões ocorridas em unidades prisionais no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís (MA). Três dos mortos foram decapitados.



Os detentos foram assassinados por outros presos, em uma disputa entre grupos rivais pelo "domínio moral" das unidades, disse a Secretaria da Segurança Pública do Maranhão.

A primeira rebelião começou anteontem, por volta das 9h, em um anexo do Presídio São Luís, que é uma unidade de segurança máxima.



Os presos tomaram a arma de um agente penitenciário e fizeram cinco monitores (seguranças desarmados) reféns. Eles foram libertados ontem, sem ferimentos, após 27 horas de rebelião.



A vistoria feita pela Polícia Militar no presídio, no início da tarde de ontem, localizou os corpos de seis presos mortos durante o motim. No dia anterior, nove corpos já haviam sido recolhidos. Foram encontradas também três armas de fogo --uma delas pertencente ao agente penitenciário-- e uma faca artesanal.



A segunda rebelião eclodiu ontem na penitenciária de Pedrinhas, dentro do mesmo complexo prisional. Três presos foram mortos. A Polícia Civil abriu inquérito para apurar os motivos dos dois motins.



O desembargador José Fróes Sobrinho, do Tribunal de Justiça do Maranhão, coordenador do grupo de monitoramento dos presídios do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) no Estado, disse que as mortes foram provocadas por brigas entre grupos rivais --presos do interior contra presos da capital.



Transferências



A falta de unidades prisionais no interior do Maranhão faz com que os presos sejam transferidos para a capital, o que ao longo do tempo gerou uma rivalidade entre os dois grupos. O padre Luca Mainenti, da Pastoral Carcerária de São Luís, que intermediou a negociação na penitenciária, disse que os presos pediam mais rapidez na tramitação dos processos.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Igreja Universal do Reino de Deus construirá réplica do Templo de Salomão, com pedras trazidas de Israel .



Com bases em orientações bíblicas, a Igreja Universal do Reino de Deus construirá a réplica do Templo de Salomão, aqui no Brasil, na cidade de São Paulo (SP). Será uma mega igreja, com 126 metros de comprimento e 104 metros de largura, dimensões que superam as de um campo de futebol oficial e as do maior templo da Igreja Católica da cidade de São Paulo, a Catedral da Sé. São mais de 70 mil metros quadrados de área construída num quarteirão inteiro de 28 mil metros. A altura de 55 metros corresponde a de um prédio de 18 andares, quase duas vezes a altura da estátua do Cristo Redentor. Com previsão de entrega para daqui a 4 anos, a obra será um marco na história da Igreja Universal do Reino de Deus.

O complexo também contará com 36 Escolas Bíblicas com capacidade para comportar aproximadamente 1,3 mil crianças, estúdios de tevê e rádio, um auditório para 500 pessoas, além de um estacionamento para mais de mil carros.

Projetado para causar o menor impacto possível ao meio ambiente, o templo será construído com materiais reciclados e regionais de alta tecnologia, que proporcionarão o uso racional da energia, possibilitando a reutilização de água e calor.

Na área externa será feito um memorial com 250 metros quadrados que poderá ser usado como um espaço para exposições e eventos. A ideia seria contar ali não só a história da Igreja, mas também explicar um pouco do funcionamento do templo como obra de engenharia.

De acordo com o arquiteto e autor do projeto, Rogério Silva de Araújo, o empreendimento é arrojado e emprega tecnologia de ponta, para que quando as pessoas entrem no local, viajem pelo tempo e sintam-se como se estivessem no primeiro templo construído por Salomão. “Começando pela fachada, passando pelo átrio e chegando internamente na nave, criamos uma visão de maneira a remeter as pessoas ao passado. Para tanto, estamos nos valendo de toda tecnologia de ponta associada ao bom senso na arquitetura de maneira a não criar este choque de épocas”, diz Araújo.

Ainda dentro da Igreja, uma arca representando a Arca da Aliança será colocada sobre o altar com o objetivo de proporcionar um efeito tridimensional, que, quando aberta, poderá ser observada totalmente em seu interior e também refletirá no batistério, criando a sensação, durante o batismo, de que a pessoa estará se batizando dentro da Arca. Na face frontal do altar serão aplicadas doze pedras representando as doze tribos de Israel, e todo o altar será ladeado por duas colunas diferenciadas chamadas Joaquim e Boaz, nomes também citados na Bíblia. A Igreja será no Brás (zona leste da capital paulista) e terá capacidade para mais de 10 mil pessoas sentadas.

De acordo com o bispo Edir Macedo, o local não será de ouro, mas as riquezas de detalhes empregados em cada parte do templo serão muito parecidas com os do antigo santuário. “Nós encomendamos o mesmo modelo de pedras de Jerusalém que foram usadas por Salomão, pois vamos revestir as paredes do templo com elas. Nós queremos que as pessoas tenham um lugar bonito pra buscar a Deus e também a oportunidade de tocar nessas pedras e fazer orações nelas.”, comentou o bispo durante reunião realizada em São Paulo. Ele acredita que a visitação ao Templo não se limitará somente aos fieis da Igreja Universal, mas se tornará um ponto turístico e cultural, que atrairá pessoas do mundo todo.

Para o presidente da Juventude Judaica Organizada, Persio Bider, a iniciativa poderá promover um melhor entendimento ao povo brasileiro não judaico a respeito de Israel e dos judeus, eliminando preconceitos e o antissemitismo, ainda presente na sociedade. “Somente por meio do conhecimento mútuo poderemos erradicar qualquer tipo de preconceito ou discriminação por parte de ambos e, assim, trabalharmos juntos no que temos de semelhanças e nos respeitarmos no que pensamos e acreditamos de diferente. Temos muito em comum e precisamos nos unir para que seja possível trabalharmos ativamente em uma sociedade mais justa, positiva e focada em uma coexistência e inter-religiosidade plena, razão pela qual acredito ser muito interessante a iniciativa do bispo Edir Macedo, que entendo amar muito a Terra de Israel e o povo judeu”, afirma Bider.
(arcauniversal.com)